segunda-feira, 20 de novembro de 2017


Segunda-feira 20 de novembro de 2017


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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Clube de escrita



Fome de vencer!

O Clube de Escrita da Escola E.B. 2,3 de Santa Marta de Penaguião deu, no passado dia 24 de outubro, o pontapé de saída para mais um campeonato no mundo da criação literária.
Alunos dos três anos do 3º ciclo responderam prontamente à convocatória e já se encontram em treino semanal às terças-feiras, das 12h15 às 13h, na Biblioteca Escolar do Agrupamento, sob a orientação da professora Teresa Gouveia, mister com alguns anos de experiências nestas lides clubísticas.
Nas primeiras jornadas, os convocados irão disputar acesos jogos de elaboração de quadras de São Martinho para participar no Concurso promovido anualmente pela Biblioteca Municipal de Santa Marta. Os jogadores estão moralizados e têm treinado todas as táticas de conjugação de palavras, rimas e ritmo, com vista à obtenção de um bom resultado na competição. A dinâmica de grupo tem funcionado com eficácia e a equipa demonstra concentração, coesão e solidariedade para ultrapassar os obstáculos e as fintas dos adversários. Os jogadores e treinadora estão ao rubro e as expectativas são altas por parte de um grupo que promete suar a camisola para vencer!

Professora Teresa Gouveia




 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Quarta-feira 15 de novembro de 2017



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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O Halloween nas nossas bibliotecas


O Halloween português


Em algumas regiões de Portugal continental (centro e sul) e nas ilhas, nomeadamente nos Açores, assistimos a uma tradição antiga e muito semelhante ao dia das bruxas(dos países anglo-saxónicos), no qual as crianças batem às portas pedindo doces ou travessuras (“trick or treat”). No dia 1 de novembro, dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o “Pão-por-Deus”  de porta em porta. Em algumas povoações da Zona Centro e Estremadura chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’. Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo feitos com base de farinha e erva-doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes, ingredientes típicos das festas das colheitas. São chamados “santorinhos”. É também costume em algumas localidades, os padrinhos oferecerem um “santorinho” aos seus afilhados. Estamos perante uma espécie de “Janeiras” ou “Reis”, ainda antes do período pós-natalício. O dia de “Pão-por-Deus”, era o dia em que antigamente se oferecia pão, bolos, vinho e outros alimentos aos mortos, de forma a pedir pela sua alma. Era sobretudo uma tradição pagã que tem a sua origem no século XV. Com a instituição cada vez mais acentuada do Cristianismo, tornou-se um ritual cristão, ou pelo menos híbrido, no qual as crianças (e também adultos, mas menos) que participam nos peditórios representam as almas dos mortos que «nestes dias erram pelo mundo». Fazer sacos do “Pão-por-Deus” é uma tradição associada à própria tradição. Normalmente estes sacos são feitos de tecido e as crianças podem decorá-los ao seu próprio gosto. As crianças também costumam cantar canções ou cantilenas, como é o exemplo desta Pão por Deus/Fiel de Deus /Bolinho no saco/ Andai com Deus.
Também no norte de Portugal, a título de curiosidade, em Barqueiros, concelho de Mesão Frio, à meia-noite do dia 1 para 2 de novembro, arranjava-se uma mesa com castanhas para os parentes já falecidos comerem durante a noite, “não devendo depois ninguém tocar nessa comida, porque ela ficava babada dos mortos”. Em algumas ilhas dos Açores dão-se “caspiadas” às crianças durante o peditório, bolos com o formato do topo de uma caveira, claramente um manjar ritual do culto dos mortos.
Este ritual é também ainda hoje realizado nos arredores de Lisboa. Antigamente relembrava a algumas pessoas o que aconteceu no dia 1 de novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram que pedir “pão-por-deus” nas localidades vizinhas que não tinham sofrido danos.
Com o passar do tempo, o “Pão-por-Deus” sofreu algumas alterações, e os meninos que batem de porta em porta podem receber dinheiro, rebuçados ou chocolates, aproximando-se assim do americanizado e globalizado “Trick or treat”.

Fonte: Visão online
Adaptação de texto: Professor António Martins
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segunda-feira, 6 de novembro de 2017



Segunda-feira 6 de novembro de2017


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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A contar histórias em Fontes



Ao volante de um automóvel quase clássico, mas resistente e confortável, a equipa da Biblioteca do Agrupamento de Santa Marta de Penaguião, liderada e bem conduzida pela sua professora coordenadora, Filomena Nunes, deslocou-se à EB 1 de Fontes, no dia 24 de outubro. A tarde, embriagada de luz e de cheiro a frutos maduros, estendia o seu manto quente por cima de montes e vales, videiras e pinheiros. O sol de outubro ainda aquecia o asfalto da estrada sinuosa que serpenteia a encosta. A escola de Fontes apresentava-se altaneira e orgulhosa no cimo da colina sobranceira a Santa Marta de Penaguião. O vale a perder de vista parece uma concha com saudades do passado. E contou-se uma história do passado. Viajámos ao tempo em que os romanos dominavam a Lusitânia, a Britânia, a Gália, e tantos outros territórios. Falamos da “Lenda de São Martinho”, tantas vezes contadas nos serões à lareira, nas escolas (mesmo as antigas, como a de Fontes) e que pulula quase todos os manuais de português de que há memória. Todos sabemos que Martinho era um soldado romano de coração bom e que teve uma excelente educação para os valores, dada pelo seu pai, pertencente, também ele, ao aclamado e numeroso exército de Roma. O contador de histórias, como todos os bons leitores e narradores, António Martins, professor de português e inglês no agrupamento, acrescentou “novos pontos”: decidiu viajar para a Lusitânia e colocar o garboso soldado em terras de Penaguião. Contou que Martinho viajava desde Roma até à Gália (atual França) no seu cavalo castanho e destemido e que resolveu fazer um desvio por terras nossas, sabendo da fama dos vinhos e dos frutos secos. O soldado levava o alforge repleto de castanhas do Viso e de vinho tinto de Fontes. Ao passar em Sanhoane viu um pobre mendigo à beira do caminho. Naqueles tempos os outonos eram frios, logo desde de setembro, e aquele dia de novembro do século I era particularmente frio, ventoso e pluvioso. De facto, não se falava de aquecimento global, nem se pensava em secas extremas… Naqueles tempos, todavia, havia algo que se tem mantido quase sempre:  muita pobreza… Martinho encheu-se de compaixão e amor pelo mendigo. Tirou a sua capa, cortou-a e dividiu-a. Pegou nas castanhas e no vinho e dividiu-o. Reza a lenda que de Sanhoane até à Gália não mais a chuva, o frio ou o vento incomodaram a viagem de Martinho. Em França, Martinho passou a ser sacerdote e mais tarde bispo e continuou a ser uma pessoa com valores de solidariedade, de amizade, de partilha, de bondade, de amor. Mais tarde, foi considerado santo: o São Martinho. Esta lenda permite que ainda hoje se festeje o São Martinho, em novembro, para se comemorar este ato de partilha da capa e da merenda.
As crianças de Fontes ouviram a história como se tivesse sido contada pela primeira vez, como se a neve fosse pisada de fresco, como se a terra fosse lavrada há poucos minutos, como se os seus sorrisos fossem melhores do que todos os sorrisos do mundo, como se as suas  vozes inundassem a “velha” escola e se perpetuassem nos corações de todas as crianças do mundo.

António Martins

O professor António Martins na E. B. 1 de Fontes